quinta-feira, 20 de junho de 2019

Banco do Brasil tem reserva de 2 bilhões


BB tem reserva de R$ 2 bilhões para o caso de perdas com a Odebrecht
Publicado em 19/06/2019 - 12:39
Por Kelly Oliveira - Repórter da Agência Brasil Brasília







Fachada do Banco do Brasil
O Banco do Brasil tem reservas suficientes para absorver perdas com empréstimos feitos à Odebrecht, em recuperação judicial, garantiu o presidente do banco, Rubem Novaes.
Segundo Novaes, o banco tem empréstimos sem garantias no valor R$ 4 bilhões. Mas 50% desse valor está provisionado, ou seja, reservado para possibilidade de não pagamento. “A exigência de provisão nesse caso é no mínimo 30%. Nós temos 50%. É uma situação extremamente tranquila”, disse ao deixar o Ministério da Economia, após reunião, na manhã de hoje (19), com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o indicado para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano.
De acordo com o presidente do BB, o lucro do banco só será afetado negativamente se o abatimento da dívida no processo de recuperação judicial for superior a 50% da dívida. Caso o desconto seja inferior a 50%, aumenta o lucro do banco porque o valor provisionado (R$ 2 bilhões) vai para o resultado do balanço da instituição.
Novaes lembrou que, no caso da Oi, que também passou por processo de recuperação judicial, o banco aumentou a rentabilidade porque estava mais provisionado do que o necessário.
Ontem (18), a Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação judicial do Grupo Odebrecht. A holding controladora e mais 19 empresas do grupo deverão apresentar um plano de recuperação em até 60 dias. Serão renegociadas dívidas em um total de R$ 51 bilhões, excluindo dívidas entre as próprias empresas do grupo e que não podem ser negociadas dessa forma, como créditos trabalhistas. O montante total de dívidas chega a R$ 83,6 bilhões.
Tesouro
Questionado se o Banco do Brasil também vai devolver recursos ao Tesouro Nacional, como fez recentemente a Caixa Econômica Federal, Novaes disse que são situações diferentes. “O Banco do Brasil tem situação totalmente diferente dos outros bancos. Primeiro, que temos acionistas minoritários. Agora, o mais importante é que os recursos entraram no banco vinculados a empréstimos rurais. [O banco] Só poderia devolver esses recursos na medida em que empréstimos rurais fossem vencendo. Tem toda uma cronologia que precisa ser respeitada”, disse.
Ele disse que o governo também pode escolher deixar esses recursos no banco, para reforçar empréstimos para agricultura. “Não tem nada definido”, disse.
Saiba mais


Edição: Fernando Fraga
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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Recorde historico



Em dia de otimismo, Bolsa sobe e aproxima-se de recorde histórico
Dólar comercial fecha no menor valor em dois meses
Publicado em 11/06/2019 - 19:23
Por Agência Brasil Brasília







dólar

Em um dia de otimismo no mercado financeiro, o dólar caiu para o menor nível em mais de dois meses, e a Bolsa de Valores voltou a aproximar-se do recorde histórico. O índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), subiu 1,53%, fechando aos 98.960 pontos, maior nível desde 19 de março, quando o indicador tinha fechado aos 99.588 pontos.

O IBOVESPA aproxima-se do recorde de 99.994 pontos, registrado um dia antes, em 18 de março. No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou esta terça-feira (11) vendido a R$ 3,85, com recuo de 0,88%. Foi a cotação mais baixa em dois meses, desde 10 de abril, quando a divisa tinha encerrado vendida a R$ 3,824.

O dólar operou em baixa durante toda a sessão, mas intensificou a queda a partir do início da tarde, quando a Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional aprovou um crédito suplementar de R$ 248,9 bilhões para permitir que o governo emita títulos da dívida pública para evitar a interrupção de gastos correntes, como o pagamento de aposentadorias, do Bolsa Família e de demais benefícios assistenciais e dos subsídios do Plano Safra.
A Bolsa de Valores também ampliou o ritmo de alta depois da aprovação do texto na CMO. Por unanimidade, o plenário do Congresso aprovou o crédito extraordinário. Em sessão conjunta, por 450 votos favoráveis e nenhum contra.
Edição: Nádia Franco
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